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Policiais Militares rompem o silêncio e falam como foi incidente no Carnaval da Redinha no bloco Baiacu na Vara


Acs PM RN

14/03/2013 - Cabo da PM fala sobre confusão no bloco Baiacu na Vara

A confusão envolvendo policiais militares e foliões do bloco Baiacu na Vara, na última quarta-feira (13), tem repercutido em todo o Rio Grande do Norte e levantado polêmica, tendo em vista que os populares acusam os militares de truculência. Por outro lado, os PMs que estavam na viatura e se envolveram inicialmente do tumulto se defendem e dizem que foram acuados por um grupo de foliões.
O cabo Mariano Junior procurou a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do RN para solicitar ajuda, principalmente, psicológica, tendo em vista que alega está traumatizado com toda a situação. O policial explica detalhadamente sua versão e afirma que correu risco de vida ao ser cercado e agredido por várias pessoas.
“A gente recebeu o Ciosp a informação de uma ocorrência de depredação contra o patrimônio da Prefeitura. Mesmo isso não sendo obrigação nossa, tendo em vista que a Prefeitura ter a Guarda Municipal, nós fomos atender a ocorrência. No caminho da avenida João Medeiros Filho, nos deparamos com o bloco Baicau na Vara”, informou.
Ele lembra que no começo do bloco, as pessoas contribuíram e abriram caminho para a viatura, mas quando chegaram em aproximadamente 1/3 do bloco, algumas pessoas começaram a jogar pedras e latas na viatura. “Naquele momento, meus companheiros e eu nos sentimos reféns. Éramos três policiais em uma viatura para conter cinco mil foliões”.
De acordo com o cabo Mariano, ele e os policiais Colombo e Estéferson tiveram que sair da viatura e acabaram sendo agredidos fisicamente também. “Eu tive que ir para o Hospital Walfredo Gurgel e fiquei em observação, tendo em vista que bateram com um coco na minha cabeça e cheguei a vomitar devido à pancada”, detalha.
O policial militar afirma que a ocorrência não era com os foliões e ele e os colegas estavam apenas de passagem. Cabo Mariano destaca que estão acusando os policiais de atirarem para o alto, mas que isso não procede. “Nós ligamos a sirene da viatura e pedimos que as pessoas abrissem caminho. Porém, a gente sabe que onde há concentração de gente sempre tem aqueles que procuram badernar e, por isso, a confusão se formou”.
 
O cabo conta também que os policiais usaram suas armas apenas para se protegerem e, em nenhum momento, efetuaram disparos. “Jamais poderíamos deixar as armas na viatura. Tínhamos, por exemplo, uma arma longa calibre ponto 40 com 30 munições. Agora imaginem no meio da confusão se tivéssemos deixado ela na viatura, diante de tantas pessoas embriagadas, poderíamos ter presenciado uma tragédia”, defende-se.
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o soldado Roberto Campos, também se pronunciou sobre o caso e lamentou a ocorrência e o fato de oportunistas quererem politizar o caso se utilizando da mídia para se promoverem, bem como querendo colocar a sociedade contra os policiais militares que, até o presente momento, não tiveram oportunidade de mostrarem sua versão sobre o fato ocorrido.

“A sociedade hoje não admite mais uma polícia truculenta. Prova disso é que a Polícia Militar trabalhou o carnaval em todo o Estado e tudo ocorreu na maior normalidade. Os policiais são, acima de tudo, cidadãos que também têm seus direitos e que foram, como mostra a própria imagem divulgada, agredidos de forma física e moral, deixando claro que se houve excessos, os policiais também foram vítimas e é preciso que se apure este caso. E se houverem culpados que sejam punidos, inclusive, o que agrediu o policial que saiu bastante ensanguentado. Estaremos atentos e cobrando respostas o mais breve possível”, disse Roberto.

O presidente da ACS falou ainda sobre a falta de planejamento dos comandos. “O risco que os policiais correm em um evento como esse é muito alto, tendo em vista que foi apenas uma viatura para atender uma ocorrência e abrir caminho no meio de tanta gente, em uma demonstração clara de falta de organização, planejamento e execução do evento. Temos certeza que a sociedade saberá enxergar isso como um caso isolado e que os policias militares estarão sempre prontos a servi-los em qualquer ocasião”, reforça o soldado Roberto Campos.

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